sexta-feira, 28 de março de 2025

O mundo paralelo do Bolsonarismo

O mundo paralelo do Bolsonarismo


O mundo paralelo do Bolsonarismo
Bolsonarism never again - Bolsonarismo nunca mais

O bolsonarismo se consolidou como um movimento político e cultural com características próprias, muitas vezes descrito como um "mundo paralelo" devido à sua visão particular dos fatos, da história e da política.

Aspectos que definem essa realidade alternativa construída pelos apoiadores mais fervorosos de Jair Bolsonaro:

1. Rejeição às Instituições Tradicionais

  • Desconfiança constante do STF, do Congresso e da grande mídia, vistos como opositores do "povo de bem".
  • Narrativa de que há uma conspiração globalista ou comunista para destruir o Brasil.

2. Fake News e Desinformação

  • Propagação de teorias da conspiração, como fraudes eleitorais sem provas e deslegitimação do sistema de votação eletrônica.
  • Uso massivo de redes sociais e grupos de WhatsApp para espalhar narrativas alternativas.

3. Culto à Personalidade

  • Bolsonaro não é visto apenas como um político, mas como um "mito" que luta sozinho contra o "sistema".
  • Críticas a ele são automaticamente rotuladas como ataques de inimigos da pátria.

4. Distanciamento da Realidade Econômica e Social

  • Negação de problemas econômicos, como o aumento da fome e da inflação, culpando sempre governos anteriores.
  • Exaltação de feitos inexistentes ou exagerados, como "o melhor governo da história".

5. Militarismo e Autoritarismo Velado

  • Defesa de um governo forte, com presença militar, e até mesmo intervenção contra instituições democráticas.
  • Tentativas de reescrever a história da Ditadura Militar, transformando torturadores em heróis.

6. Inversão de Valores e Guerras Culturais

  • Ataque a pautas progressistas, como direitos humanos e ambientais, em nome de um "Brasil tradicional".
  • Construção de inimigos imaginários, como "comunistas", "petralhas" e "ideologia de gênero".

Esse "mundo paralelo" é reforçado por bolhas digitais que criam uma realidade própria, onde Bolsonaro sempre está certo e qualquer fato contrário é manipulação da mídia.

O que acha desse cenário?



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quinta-feira, 27 de março de 2025

26/03/25 - Voto da ministra Cármen Lúcia no julgamento da Petição nº 121...

26/03/25 - Voto da ministra Cármen Lúcia no julgamento da Petição nº 12100 da 1ª Turma do STF



1. Introdução

  • Declaração inicial sobre a brevidade das observações.
  • Anúncio da juntada de voto escrito.
  • "Eu começaria as minhas breves observações, presidente, como já disse, eu farei juntada de voto escrito nesta fase..."

2. Referência à Obra "A Máquina do Golpe"

  • Citação da historiadora Eloísa Starling e sua obra.
  • Explicação de que golpes não ocorrem de um dia para o outro.
  • Contextualização histórica desde a década de 50, com destaque para:
    • Resistência às conquistas constitucionais.
    • Tentativas de impedir posse de vice-presidentes.
    • Impeachment informal.
    • Suicídio de Getúlio Vargas em meio a crise política.
    • Mudança constitucional para o parlamentarismo.
  • Conclusão de que tais eventos levaram ao golpe de 1964.

"Uma das maiores historiadoras, se não a maior historiadora brasileira hoje, na minha compreensão, a professora Eloísa Starling, está publicando um livro, ‘A Máquina do Golpe’, como foi desmontada a democracia no Brasil, referindo-se à passagem da década de 60..."

Principais pontos:
  • O livro mostra que um golpe não ocorre em um único dia e nem termina rapidamente.
  • Desde a Constituição de 1946, houve movimentações para enfraquecer a democracia.
  • Os eventos das décadas de 50 e 60 foram preparatórios para 1964.

3. Comparação com os Eventos Atuais

  • Referência à denúncia do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.
  • Parâmetro histórico para análise dos eventos de 8 de janeiro.
  • Relato sobre o ambiente de tensão vivido pelos ministros do STF e do TSE.
  • Explicação sobre a antecipação da diplomação do presidente devido a sinais de instabilidade.
O cenário político brasileiro antes de 1964

"A década de 50, que para cada um de nós brasileiros bem sabemos, foi tumultuada..."

Principais pontos:
  • Tentativas de impedir vice-presidentes de assumirem.
  • Mandados de segurança impetrados no STF.
  • O impeachment informal de políticos.
  • A renúncia de Jânio Quadros e a tentativa de impedir a posse de João Goulart.
  • A crise que levou ao suicídio de Getúlio Vargas.
  • A transição para o parlamentarismo como uma tentativa de controle político.

4. Planejamento e Execução do Ataque de 8 de Janeiro

  • Observação da movimentação suspeita de manifestantes.
  • Relato da preocupação da então presidente do STF, Rosa Weber.
  • Análise da chegada coordenada de manifestantes e veículos.
  • Identificação de retirada de forças de segurança no momento do ataque.
O golpe de 1964 como um processo contínuo

"Tudo isso sendo gerado numa tentativa exatamente de não se permitir que o Brasil se constitucionalizasse numa democracia, acabando exatamente em 1964."

Principais pontos:
  • O golpe foi resultado de anos de articulação.
  • A obra de Eloísa Starling detalha como essa máquina funcionava.

5. Tentativas de Desacreditar a Democracia

  • Relato das tentativas de impedir eleitores de votar.
  • Estratégia de desacreditar o sistema eleitoral brasileiro.
  • Uso da desinformação para minar a confiança nas instituições.
Comparação com os eventos de 8 de janeiro de 2023

"Na denúncia apresentada pelo professor Paulo Gonê, pelo procurador-geral da República, se eu começar a ler e quem assistir esse filme de trás para frente do dia 8 de janeiro..."

Principais pontos:
  • Há um paralelo entre a construção do golpe de 1964 e os ataques de 8 de janeiro.
  • Os servidores do STF e do TSE perceberam indícios de risco.
  • A diplomação do presidente foi antecipada devido a sinais preocupantes.
  • Movimentações suspeitas foram identificadas, como a chegada coordenada de ônibus a Brasília.

6. Democracia vs. Ditadura

  • Explicação sobre a importância da confiança na democracia.
  • Comparação entre democracia e ditadura:
    • Democracia permite segurança e desenvolvimento individual.
    • Ditadura reprime, tortura e mata opositores.
  • Citação do ministro Flávio Dino sobre a letalidade das ditaduras.
A tentativa de desacreditar as eleições e as instituições

"Se eu voltar um pouco antes, no período eleitoral, como foram tensos aqueles dias, as tentativas de impedir eleitores de votar..."

Principais pontos:
  • A máquina operava para desacreditar as eleições.
  • Ataques ao sistema eleitoral foram promovidos em espaços públicos.
  • A democracia se sustenta na confiança social.

7. Gravidade da Situação

  • Reconhecimento da ameaça à democracia no Brasil.
  • Citação da Constituição sobre crimes contra a ordem democrática.
  • Contextualização histórica de outras tentativas de golpe no Brasil.
  • Defesa da atuação do STF e do TSE na preservação da democracia.
Ditadura versus Democracia

"Ditadura mata. Ditadura vive da morte, não apenas da sociedade, não apenas da democracia, mas de seres humanos de carne e osso..."

Principais pontos:
  • Ditaduras operam por meio da repressão, tortura e assassinato.
  • O regime militar brasileiro perseguiu opositores.
  • Democracia permite liberdade e busca a felicidade individual e coletiva.

8. Atuação da Advocacia

  • Destacamento do papel dos advogados na defesa dos direitos.
  • Defesa do compromisso da advocacia com a justiça, e não com a impunidade.
  • Elogio à conduta dos advogados que condenaram os atos antidemocráticos.

9. O Dia 8 de Janeiro como Marco

  • Reflexão sobre o impacto do evento na memória coletiva.
  • Destacamento da ampla condenação social aos atos de vandalismo.
  • Defesa das instituições democráticas como patrimônio nacional.

10. Considerações Finais

  • Reafirmação da necessidade de lembrar os eventos para evitar repetições.
  • Crítica às tentativas de intervenção no Tribunal Superior Eleitoral.
  • Enaltecimento da Justiça Eleitoral como pilar da democracia brasileira.

quarta-feira, 26 de março de 2025

🔴 Lula faz declaração à imprensa após reunião com primeiro-ministro do J...

🔴 Lula faz declaração à imprensa após reunião com primeiro-ministro do Japão





Brasil e Japão: 130 Anos de Cooperação Diplomática e Parcerias Estratégicas


Em 2025, o Brasil e o Japão celebram 130 anos de relações diplomáticas, marcando o início de um novo ciclo de colaboração entre as duas nações. Durante uma visita oficial ao Japão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, anunciaram uma série de acordos bilaterais, reforçando uma parceria estratégica em diversas áreas cruciais, como comércio, ciência e tecnologia, mobilidade sustentável, e meio ambiente. Esta visita não apenas reforça a continuidade dessa relação histórica, mas também abre novos horizontes para uma cooperação mais profunda e diversificada.

Contexto da Visita

A visita de Estado do presidente Lula ao Japão ocorre em um momento crucial, com os dois países buscando estreitar laços econômicos, políticos e sociais. Durante sua estadia, o presidente brasileiro foi recebido com grande cordialidade, destacando a amizade que se solidificou desde a assinatura do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação em 1895. Lula foi o primeiro chefe de Estado a ser recebido no Japão desde o início da pandemia da COVID-19, sublinhando a importância simbólica e estratégica dessa visita.

A presença de uma delegação significativa, composta por ministros, empresários, parlamentares e sindicalistas, também demonstra o comprometimento do Brasil em expandir sua cooperação com o Japão, um país reconhecido mundialmente por sua excelência em tecnologia, inovação e sustentabilidade.

Parcerias Estratégicas e Acordos Assinados

Durante a visita, foram assinados 10 acordos bilaterais com o governo japonês, além de mais 80 instrumentos de cooperação envolvendo universidades, institutos de pesquisa e empresas privadas. O principal marco dessa parceria foi a adoção do Plano de Ação da Parceria Estratégica e Global, que inclui iniciativas concretas em áreas-chave para os dois países.

Entre os principais acordos, destacam-se:

  • Cooperação em Ciência e Tecnologia: O Brasil e o Japão acordaram em promover parcerias em pesquisa e inovação, com ênfase na transferência de tecnologias japonesas para o Brasil, especialmente nas áreas de educação e ciência.
  • Sustentabilidade e Combustíveis Renováveis: Um dos pontos altos da reunião foi o compromisso dos dois países em colaborar na transição energética global. O Japão, com sua expertise em mobilidade eficiente, e o Brasil, com sua liderança em biocombustíveis, firmaram parcerias para avançar na descarbonização do setor automotivo e energético.
  • Recuperação Ambiental: O Brasil, com sua vasta biodiversidade e vasta área florestal, tem se mostrado um parceiro essencial para iniciativas ambientais. Em particular, os dois países firmaram acordos voltados para a recuperação de pastagens degradadas e o combate ao desmatamento ilegal, especialmente na Amazônia.
  • Educação e Inclusão Digital: Outro compromisso importante foi o fortalecimento do ensino de língua japonesa no Brasil, beneficiando a grande comunidade de descendentes japoneses, e também promovendo o intercâmbio educacional entre as duas nações. A inclusão digital foi outro ponto-chave, com o Japão compartilhando suas práticas avançadas neste campo.

Comércio e Investimentos: Um Potencial de Crescimento

No campo econômico, a relação Brasil-Japão tem um grande potencial de crescimento. O comércio bilateral, atualmente na casa dos 11 bilhões de dólares, é considerado abaixo do que poderia ser, dada a complementaridade econômica entre os dois países. Durante a visita, o presidente Lula enfatizou a meta de superar os 17 bilhões de dólares registrados em 2011. Para isso, diversos acordos com empresas e governos locais foram firmados, abrindo caminho para novos investimentos, especialmente em setores como aviação, biocombustíveis e infraestrutura.

O Japão se comprometeu a investir no Brasil com a promessa de novos projetos, com destaque para a compra de aeronaves da Embraer por empresas japonesas. Além disso, com o Brasil assumindo a presidência do Mercosul no próximo semestre, espera-se que as negociações para um acordo de parceria econômica entre o Japão e o bloco avançem significativamente.

A Visão de Lula para a Cooperação Internacional

Durante a coletiva de imprensa, Lula destacou a importância da cooperação multilateral para resolver questões globais, como as mudanças climáticas, o combate à fome e a promoção da paz. O Brasil, sob sua presidência, tem buscado um papel de liderança em várias frentes, incluindo a promoção da segurança alimentar e a luta contra as mudanças climáticas. Em sua conversa com o primeiro-ministro japonês, Lula enfatizou a necessidade de fortalecer o multilateralismo, especialmente em tempos de crises internacionais, como a guerra na Ucrânia e os conflitos no Oriente Médio.

Lula também fez questão de destacar a relevância das reformas internas do Brasil, como a reforma tributária, que visam tornar o país mais atrativo para investidores estrangeiros e impulsionar o crescimento econômico sustentável. Ele expressou confiança de que o Brasil, com o apoio do Japão, pode se tornar um líder mundial na transição para uma economia verde e no desenvolvimento de tecnologias limpas.

O Futuro da Parceria Brasil-Japão

A visita do presidente Lula ao Japão representa um marco significativo na história das relações entre os dois países. Com base nos acordos assinados e nas discussões sobre futuras áreas de cooperação, a parceria Brasil-Japão está pronta para alcançar novos patamares. Ambos os países compartilham uma visão comum de um futuro mais sustentável, pacífico e próspero, e as oportunidades de colaboração nas áreas de tecnologia, educação e sustentabilidade são vastas.

A relação entre Brasil e Japão é um exemplo de como nações com contextos diferentes podem unir forças para enfrentar os desafios globais. À medida que o Brasil se prepara para um papel de maior destaque na arena internacional, o Japão, com sua tecnologia avançada e compromisso com a paz e o desenvolvimento, será um parceiro fundamental nesse caminho.

Com esses acordos, ambos os países demonstram sua disposição em fortalecer ainda mais os laços diplomáticos, comerciais e culturais, garantindo que os próximos 130 anos de relações Brasil-Japão sejam ainda mais frutíferos e significativos para ambos.




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Bolsonaro responde a questionamentos sobre visita à embaixada da Hungria...

Bolsonaro responde a questionamentos sobre visita à embaixada da Hungria: 'Há crime?'



Dormir na embaixada da Hungria é crime?

A pergunta de Bolsonaro sobre se "dormir na embaixada da Hungria é crime" pode ser analisada sob diferentes perspectivas: jurídica, diplomática e política.

1. Aspecto Jurídico

Tecnicamente, dormir em uma embaixada estrangeira não é crime em si. No entanto, há nuances:

  • Se a intenção for evitar uma ordem judicial, pode configurar obstrução da justiça.
  • Caso o ex-presidente estivesse buscando asilo político, ele deveria seguir protocolos diplomáticos, e o governo brasileiro poderia contestar a legalidade dessa tentativa.

2. Aspecto Diplomático

  • Embaixadas são consideradas território estrangeiro para fins diplomáticos, mas isso não significa que a pessoa esteja imune às leis do país hospedeiro.
  • A Hungria teria que justificar a presença prolongada de Bolsonaro na embaixada e poderia sofrer sanções diplomáticas se fosse comprovado um uso indevido da instalação.

3. Aspecto Político

  • A pergunta pode ser interpretada como uma estratégia para provocar a mídia e desafiar seus críticos.
  • Bolsonaro pode estar testando a opinião pública sobre a viabilidade de buscar refúgio em outro país.

Conclusão

Não há crime específico por "dormir" na embaixada, mas as circunstâncias determinam se isso pode ter implicações legais ou políticas. Caso haja um processo em andamento contra Bolsonaro, sua permanência na embaixada poderia ser interpretada como uma tentativa de fuga ou de buscar proteção diplomática.





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segunda-feira, 24 de março de 2025

Cabeleireira que Pichou 'Perdeu, Mané' no STF confessou ter participado ativamente dos atos golpistas

Cabeleireira que Pichou 'Perdeu, Mané' no STF confessou ter participado ativamente dos atos golpistas

Débora Rodrigues não foi condenada ‘apenas pelo batom na estátua’, rebatem juristas.
(Manchete ICL)


Cabeleireira que Pichou 'Perdeu, Mané' no STF confessou ter participado ativamente dos atos golpistas
Estátua da-Justiça em frente ao STF - Pichada
Joedson Alves/Agencia-Brasil
(Reprodução Internet)

Débora Rodrigues dos Santos, cabeleireira de 38 anos, ganhou destaque nacional ao participar dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, que resultaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília. Durante as manifestações, Débora pichou a frase "Perdeu, mané" na estátua "A Justiça", localizada em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF). A expressão remete a uma declaração do ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF, proferida em novembro de 2022.

Em março de 2025, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, votou pela condenação de Débora a 14 anos de prisão em regime fechado. Ela foi acusada de cinco crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada. Moraes destacou que Débora confessou ter vandalizado a escultura "A Justiça" e participou ativamente dos atos golpistas.

A defesa de Débora, representada pelos advogados Hélio Júnior e Tanieli Telles, manifestou profunda consternação com o voto de Moraes, classificando a pena como um "marco vergonhoso na história do Judiciário brasileiro". Eles argumentaram que Débora nunca teve envolvimento com crimes e que o julgamento teria caráter político. Além disso, ressaltaram que a condenação por associação armada, baseada apenas na pichação, seria uma "pura perversidade".

Juristas consultados sobre o caso refutaram a ideia de que Débora foi condenada apenas pela pichação. Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, alertou para a criação de uma "falsa narrativa" e enfatizou que a pena não se deve somente ao ato de pichar a estátua, mas a uma série de delitos imputados e confirmados contra ela. A advogada Maíra Recchia, presidente da Comissão das Mulheres Advogadas da OAB de São Paulo, afirmou que a pena é severa porque tutela o Estado Democrático de Direito, ressaltando que a pichação foi o último ato de uma trajetória criminosa e golpista.

O julgamento de Débora ocorre no plenário virtual da Primeira Turma do STF e estava previsto para ser concluído até 28 de março de 2025. Até o momento, os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pela condenação. O ministro Luiz Fux pediu vista do processo, adiando a conclusão do julgamento.

O caso de Débora Rodrigues dos Santos exemplifica a resposta do Judiciário brasileiro aos atos de 8 de janeiro, ressaltando a importância da proteção ao Estado Democrático de Direito e a responsabilização dos envolvidos em ações que visam subvertê-lo.

O relator votou para condenar Debora pelos seguintes crimes:

  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito, pena de quatro anos e seis meses de reclusão;
  • Golpe de Estado, pena de cinco anos;
  • Dano qualificado, pena de um ano e seis meses, além do pagamento de multa;
  • Deterioração de patrimônio tombado, pena de um ano e seis meses, além do pagamento de multa;
  • Associação criminosa armada, pena de um ano e seis meses.
Processo: AP 2.508

“Não merece acolhimento, portanto, a alegação de manifestação ordeira e pacífica apresentada pela defesa, tendo sido registrado intenso confronto até a efetiva retomada dos prédios públicos que foram invadidos e depredados.”
Alexandre de Moraes, em voto para condenar Débora Rodrigues Santos… -

Fontes




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Livro sobre Saúde Sexual


Livro sobre Saúde Mental


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